Site Catho Online - 22 de agosto de 2006

 

 

PROGRAMA DE BENEFÍCIOS EM MEDICAMENTOS INVADE O BRASIL



* Bruna Martinho


Atrair e reter bons profissionais dentro das empresas não tem sido tarefa fácil nos dias de hoje. As exigências estão cada vez maiores e os benefícios passaram a ser fatores que levam - ou não - um profissional a trabalhar em determinada empresa. Vale-refeição, bolsa-auxílio, férias, um bom plano de saúde...

E é aí que entra um novo benefício: o PBM – Programa de Benefícios em Medicamentos –, realizado pela empresa Vidalink, presente em 24 Estados brasileiros. "O PBM é um conceito que surgiu nos Estados Unidos e que trouxemos para o Brasil no final de 1999, numa modalidade adaptada ao mercado brasileiro", explica o diretor-executivo da Vidalink, Luis Gonzalez.

Para entender melhor o assunto, veja como funciona o benefício em medicamento em algumas empresas, sem o PBM:

1. Desconto em medicamentos: o colaborador recebe um desconto em determinada rede de farmácias ou via empresas.

2. Desconto em folha de pagamento: um processo financeiro onde o desconto pelos medicamentos é descontado na folha de pagamento do colaborador.

3. Subsídio da compra de medicamentos: feito pela área de Recursos Humanos da empresa, o colaborador entrega a receita médica e a nota fiscal da compra e preenche alguns formulários para receber o reembolso no final do mês.


Segundo a Pesquisa de Benefícios em Saúde 2006 realizada pela empresa, 79% das empresas oferecem desconto em medicamentos, 63% oferecem a opção de desconto em folha de pagamento e 32% subsidiam a compra de medicamentos. E sobre o PBM, 48% das empresas afirmaram não ter conhecimento sobre o benefício.


A IMPORTÂNCIA DA NOVIDADE!

"O subsídio é muito importante, pois a maioria dos funcionários de grandes empresas tem um nível de salário relativamente baixo, não tem acesso ao crédito e, às vezes, não tem como comprar o medicamento. E sem o medicamento, eles param o tratamento", diz Gonzalez.

O PBM é algo ainda novo no Brasil, mas que vem crescendo muito. Com a implementação do benefício, é possível analisar os dados sobre as compras de medicamentos e notar como se comporta a população de uma empresa, quantos são os portadores de doenças crônicas, diabéticos, etc. "É importante identificar estas pessoas e incentivá-las a se tratar", afirma Gonzalez.

O maior mercado do mundo de PBM está nos Estados Unidos e tem cerca de 20 anos. "É um setor novo na Vidalink... No final do ano passado, a principal empresa de PBM do mercado americano - a Caremark - fez um investimento na Vidalink. A Caremark tem o faturamento equivalente ao da Petrobrás e é a primeira vez que ela sai do mercado americano." Segundo Gonzalez, eles também tinham a visão de que o Brasil é um mercado que necessita deste tipo de benefício. "O mais importante é o conhecimento que eles agregam à Vidalink", completa.


A PESQUISA

A Pesquisa citada anteriormente foi realizada durante o quarto trimestre de 2005 e o primeiro trimestre de 2006, com 133 empresas, representando cerca de 15% do PIB brasileiro. Ela comprovou que o plano de saúde predomina em praticamente todas as empresas (98%) e que o benefício alimentação aparece em segundo lugar, oferecido por 93% das empresas.

Realizada pela Vidalink em parceria à Deloitte, a Pesquisa surgiu com o objetivo de apresentar dados sobre benefícios em saúde para as empresas para que elas pudessem fazer uma comparação entre as práticas da empresa e as práticas do mercado. "O nosso grande foco é o benefício em medicamentos. O interessante foi o feedback que tivemos! A pesquisa levou muitas informações que as empresas não tinham", comenta Gonzalez.


E O INCENTIVO FISCAL?

Caso o governo viabilizasse um incentivo fiscal para medicamentos nos mesmos moldes do PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador -, funcionários de muitas empresas teriam maior acesso a remédios e os ganhos seriam evidentes: mais qualidade de vida para os profissionais e para as empresas, racionalização de custos, diminuição dos índices de sinistralidade e aumento da produtividade.

É mais uma constatação da Pesquisa, conforme explica Gonzalez... "Perguntamos às empresas se elas passariam a subsidiar os medicamentos se houvesse um incentivo fiscal. O número de 32% aumentaria para 77%! E, conseqüentemente, aumentaria a adesão aos tratamentos medicamentosos, melhorando a saúde dos brasileiros em geral".

Dados do Conasems - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – dão conta de que mais da metade dos brasileiros utiliza serviços do sistema privado de saúde, compondo a segunda maior população do gênero no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo Gonzalez, destes cerca de 40 milhões de pessoas, 80% tem acesso à assistência médica privada por meio de um empregador. "Analisando este contexto, o benefício em medicamentos ganha uma importância singular, até porque a falta de condições financeiras para adquirir remédios põe em risco a efetividade da assistência médica, criando um círculo vicioso".

Líder brasileira no mercado PBM, a Vidalink oferece soluções customizadas que visam apoiar empresas e operadoras de saúde na maximização do retorno dos investimentos em saúde. Presente em 24 Estados brasileiros, ela dispõe de uma rede com mais de duas mil farmácias, oferecendo a preços diferenciados uma ampla gama de produtos genéricos e de marca.



* Bruna Martinho é jornalista da Catho Online. Tel.: (11) 3177-0879.

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